Aplicativos de delivery trouxeram alcance para muita loja pequena. Mas o modelo de cobrança deles — uma porcentagem de cada pedido — tem um efeito que pouca gente coloca na ponta do lápis: quanto mais você vende, mais você paga.
Não existe resposta única para "vale a pena?". Existe uma conta, e ela cabe num guardanapo.
A conta da comissão
Pegue três números do último mês:
- faturamento vindo do app (F);
- porcentagem total cobrada — comissão, taxa de pagamento online e o que mais aparecer no extrato (C);
- mensalidade do plano, se houver (M).
custo do app no mês = F × C + M
Exemplo ilustrativo: uma loja que fatura R$ 12.000 por mês pelo app, com custo total de 20%, paga R$ 2.400 por mês. A porcentagem real do seu contrato está no extrato do aplicativo — use a sua, não a do exemplo.
A conta do cardápio próprio
No cardápio próprio, o custo é fixo. No Lotus Menu, por exemplo, são R$ 79,90 por mês, independentemente de quantos pedidos entrem. No exemplo acima, a diferença passa de R$ 2.300 por mês — dinheiro que pode virar entregador próprio, promoção ou margem.
Então é só sair do app?
Não necessariamente. O app tem uma vantagem real: traz cliente novo, que ainda não conhece a loja. O cardápio próprio brilha com o cliente que já é seu — o vizinho, o pessoal do trabalho, quem pede toda sexta.
A estratégia que mais faz sentido para muita loja de bairro é usar os dois com intenção:
- o app como vitrine para ser descoberto;
- o cardápio próprio como canal da casa, divulgado na embalagem, no Instagram e no balcão — com um incentivo para o cliente pedir direto da próxima vez.
O teste dos 30 dias
Coloque o link do cardápio próprio em todo lugar onde seu cliente já está: bio, status do WhatsApp, adesivo no saco de entrega. Depois de um mês, compare quantos pedidos vieram por cada canal e quanto cada um custou. A decisão fica com os seus números, não com a opinião de ninguém.
Cardápio online com o pedido pronto no WhatsApp.
R$ 79,90 por mês, sem comissão.
Conhecer o Lotus Menu